domingo, 6 de julho de 2014

Relação do texto “Modelo dos Modelos” Ítalo Calvino com o Atendimento Educacional Especializado

“O modelo dos modelos”
Italo Calvino

Houve na vida do senhor Palomar uma época em que sua regra era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam. [..] Mas se por um instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas. [...] A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório, para encontrar aquele que se adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas realidades distintas, no tempo e no espaço. [...] Analisando assim as coisas, o modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si próprio.
Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. Completado também esse passo, eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”. Para fazer isto, melhor é que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis. Não é uma linha de conduta da qual possa extrair satisfações especiais, mas é a única que lhe parece praticável.

Ao realizar a leitura do texto acima e fazer uma relação com o Atendimento Educacional Especializado, é notório perceber reais mudanças que ocorrem nas Escolas Regulares quanto a inclusão do alunos com deficiência.
O acesso e direito à escolaridade, por muitas décadas, esteve associado a grupos minoritários.  Com o passar dos anos e, com surgimento do processo de democratização da educação, os sistemas de ensino universalizam o acesso à educação, entretanto, continuaram os processos de exclusão dos grupos que não se enquadravam nos padrões normatizados da escola. A partir da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), pode-se verificar que o paradigma inclusivo garante acesso e permanência a todos na escola por meio da qualidade do ensino.
No contexto atual, os alunos constroem o seu próprio conhecimento partindo de sua capacidade, limitações e potencialidades sem perder o direito de expressar suas ideias. É importante que estes alunos não sejam vistos como especiais ou diferentes por suas limitações e sim que todos cresçam apesar de suas diferenças. Portanto, para que isso se efetive na prática, principalmente no cotidiano do AEE, devemos eliminar a padronização de modelos, adotando a singularidade do indivíduo como ponto de partida para um trabalho construtivo de fato.
A proposta inclusiva vem de encontro aos paradigmas vivenciados na história da educação especial em nosso país, pois percebe e repudia as práticas excludentes seja em âmbito escolar quanto social. Desse modo a escola passa a introduzir técnicas e alternativas metodológicas que possibilitem ao indivíduo atendimento que respeite suas características formas/estilos de aprendizagem. Em outras palavras, a educação inclusiva “(...) avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola”. (BRASIL, 2008, p. 5).
Dessa maneira, o trabalho realizado no AEE é constituí a partir das potencialidades do aluno, destacando a importância do que a criança sabe, de como podemos propor atividades de maneira que esta possa participar sem reservas, sem restrições, apenas utilizando-se de adaptações. 
Esse texto “o modelo dos modelos” nos remete ao pensamento relacionado a inclusão de alunos que não estão nos “modelos” desejados pela sociedade. É através da inclusão que é possível transformar e repensar na educação comum, onde seja oportunizada igualdade de oportunidades e de participação, sem esquecer que esse processo deve primar pela qualidade, respeitando cada sujeito reconhecendo sua singularidade.
Irlanda Nascimento

domingo, 8 de junho de 2014

SUGESTÃO DE RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA ALUNOS COM TGD

O autismo é caracterizado por alterações na socialização, linguagem/comunicação e comportamento. A pessoa com TEA (Transtorno do Espectro Autista) mostra como características déficits persistentes na comunicação e interação social.
É necessário e imprescindível a participação de todos (aluno, professor da sala comum, professor do AEE e família) para um trabalho específico com as pessoas que apresentam com TEA, principalmente nas dificuldades com funções executivas, impulsividade, falta de compreensão de metáforas. Assim o trabalho utilizando as expressões faciais e corporais facilita qualquer interação social e estas outras formas de comunicação podem também ajudar na compreensão da criança com TEA.
Os Recursos de baixa tecnologia podem proporcionar ou ampliar habilidades funcionais das pessoas com autismo e consequentemente promover maior independência.
A atividade sugerida abaixo ajuda na sistematização da Função Executiva, ou seja, propicia um plano estratégico de ações sequenciadas. A atividade pode ser utilizada tanto na sala regular com toda a turma, propiciando a interação do aluno com autismo, quanto no atendimento individualizado/AEE, na sala de recursos multifuncionais e aplicadas com alunos de todas as idades, observando-se o nível de desenvolvimento que se encontram.
·         Meu grande livro da floresta
Livro com gravuras de animais que podemos ver na floresta, mostrando características específicas de cada animal (de que cada animal se alimenta, sua locomoção, etc.);

Sugestão de atividade: Cada aluno poderá escolher um animal que irá representá-lo. Mostrando suas características, fazendo os sons próprio de cada um, etc. De maneira que haja interação e comunicação entre todos da sala.
Adicionar legenda












sexta-feira, 18 de abril de 2014

DIFERENCIANDO A SURDOCEGUEIRA DA DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA                                
A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla.
A pessoa com surdocegueira é "aquela que tem uma perda substancial da visão e da audição, de tal forma que a combinação das duas deficiências cause extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, de lazer e sociais
Mc Innes (1999) refere-se sobre a aprendizagem de pessoas com surdocegueira: indivíduos com surdocegueira demonstram dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que venha entrar em contato, devido à combinação das perdas visuais e auditivas que apresentam.
A pessoa com surdocegueira precisa da mediação de comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca.
Seu conhecimento do mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como: tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular.
o desenvolvimento da comunicação de alunos com surdocegueira exige atendimento especializado, com estimulação específica e individualizada. Vale ressaltar que, quanto mais precoce for os estímulos, maiores são as chances de a criança adquirir comportamentos sociais adequados, usando os sentidos remanescentes com o melhor aproveitamento possível. Explorar as potencialidades dos sentidos remanescentes (tato, paladar e olfato) é essencial para a orientação e a percepção, tanto na escola, quanto fora dela. Tornar a escola um espaço fisicamente acessível para essas crianças mais um passo imprescindível para acolhê-las adequadamente.
Uma das alternativas de comunicação para a pessoa com surdocegueira pós-simbólica consiste no sistema Tadoma, também conhecido como “Braille Tátil”.
As pessoas com deficiência múltipla são aquelas afetadas em duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. A múltipla deficiência é uma situação grave e, felizmente, sua presença na população geral é menor, em termos numéricos.
As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.
Tradicionalmente, os profissionais especializados e os familiares de pessoas com múltipla deficiência focalizavam sua atenção no que estas pessoas não podiam fazer, em suas desvantagens e dificuldades. Atualmente temos uma postura diferente: preocupamo-nos em descobrir quais são as possibilidades que a criança apresenta e quais são as suas necessidades, em vez de destacar suas dificuldades. Assim, temos descoberto formas e métodos para atendê-la.
Na deficiência Múltipla não garantimos que todas as informações muitas vezes cheguem para a pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida.
Muitas pessoas com deficiência múltipla ou com surdocegueira podem aprender a se comunicar por meio de gestos, mas podem ter dificuldade para conseguir uma comunicação usando símbolos abstratos tais como: palavras faladas ou língua de sinais (Rowland e Schweigert, 1989; Rowland & Stremel-Campbell, 1987).

sábado, 15 de março de 2014

A EDUCAÇÃO DA PESSOA COM SURDEZ

De acordo com as leituras de textos dos respectivos autores sugeridos, faço relato a respeito das práticas pedagógicas utilizadas para pessoas com surdez, observando as diferenças entre as seguintes tendências: oralismo, comunicação total e bilinguismo.
Oralismo – Nessa abordagem defende-se que a maneira mais eficaz de ensinar o surdo é através da língua oral, ou falada (língua da comunidade ouvinte). A única possibilidade linguística era o uso da voz e a leitura labial. Surdos que utilizaram deste método de ensino são considerados surdos oralizados.
Comunicação Total - Nessa concepção considerou a pessoa com surdez de forma natural, aceitando suas características e o uso de todo e qualquer recurso possível para a comunicação. O princípio básico é se comunicar.
Bilinguismo - Visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, quais sejam: a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte. Esta abordagem corresponde melhor às necessidades do aluno com surdez, em virtude de respeitar a língua natural e construir um ambiente propício para a sua aprendizagem escolar.
As escolas pautadas no oralismo visaram à capacitação da pessoa com surdez para a utilização da língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única possibilidade linguística o uso da voz e da leitura labial, tanto na vida social, como na escola. Estas escolas, não conseguiram atingir resultados satisfatórios, porque, normalizaram as diferenças, não aceitando a língua de sinais dessas pessoas e centrando os processos educacionais na visão da reabilitação e naturalização biológica.
A comunicação total considerou a pessoa com surdez de forma natural, aceitando suas características e prescrevendo o uso de todo e qualquer recurso possível para a comunicação, procurando potencializar as interações sociais, considerando as áreas cognitivas, linguísticas e afetivas dos alunos. Os resultados obtidos com esta concepção são questionáveis quando observamos as pessoas com surdez frente aos desafios da vida cotidiana. A linguagem gestual, visual, os textos orais, os textos escritos e as interações sociais pareciam não possibilitar um desenvolvimento satisfatório e esses alunos continuavam segregados, permanecendo em seus guetos, ou seja, marginalizados, excluídos do contexto maior da sociedade. Esta concepção, não valorizou a língua de sinais, portanto, pode-se dizer que a comunicação total é uma outra feição do oralismo.
A abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, quais sejam: a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte. Esta abordagem corresponde melhor às necessidades do aluno com surdez, em virtude de respeitar a língua natural e construir um ambiente propício para a
sua aprendizagem escolar. O ambiente educacional bilíngue é importante e indispensável, já que respeita a estrutura da Libras e da Língua Portuguesa.
As práticas pedagógicas constituem o maior problema na escolarização das pessoas com surdez. Torna-se urgente, repensar essas práticas para que os alunos com surdez, não acreditem que suas dificuldades para o domínio da leitura e da escrita são advindas dos limites que a surdez lhes impõe, mas principalmente pelas metodologias adotadas para ensiná-los. As pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva. Obviamente, são pessoas que pensam, raciocinam e que precisam, como as demais, de uma escola que explore suas capacidades, em todos os sentidos. Se só a posse de uma língua bastasse para aprender, as pessoas ouvintes não teriam problemas de aproveitamento escolar, já que entram na escola com uma língua oral desenvolvida.
Mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva. Esse ser humano precisa ser trabalhado no espaço escolar como um ser que possui uma deficiência, e que essa deficiência provoca uma diferença  e limitações, que essa diferença  e tais limitações devem ser reconhecidas e respeitadas, mas não podemos  justificar o fracasso nessa questão, em virtude de cairmos na cilada da diferença, segundo (PIERUCCI, 1999). 
O professor que ministra aulas em Libras deve ser qualificado para realizar o atendimento das exigências básicas do ensino por meio da Libras e também,
para não praticar o bimodalismo, ou seja, misturar a Libras e a Língua Portuguesa que são duas línguas de estruturas diferentes.
O professor com surdez, para o ensino de Libras oferece aos alunos com surdez  melhores possibilidades do que o professor ouvinte porque o contato com crianças e jovens com surdez com adultos com surdez favorece a aquisição dessa língua.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO

A audiodescrição consiste na transformação de imagens em palavras para que informações chave transmitidas visualmente não passem despercebidas e possam também ser acessadas por pessoas cegas ou com baixa visão. O recurso, cujo objetivo é tornar os mais variados tipos de materiais audiovisuais (peças de teatro, filmes, programas de TV, espetáculos de dança, etc.) acessíveis a pessoas não-videntes, estimulando a independência e autonomia dos mesmos. Através da  audiodescrição a pessoa recebe a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa cega desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a narrativa da mesma forma que a pessoa vidente.
Esta descrição deve contemplar os seguintes requisitos: 
1. Identificar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita - O que/quem; 
2. Localizar o sujeito, objeto ou cena a ser descrita Onde;  
3. Empregar adjetivos para qualificar o sujeito, objeto ou cena da descrição Como; 
4. Empregar verbos para descrever a ação e advérbio para:  
- Descrever as circunstâncias da ação - Faz o que/como;  
- Utilizar o advérbio para referenciar o tempo em que ocorre a ação - Quando; 
5. Identificar os diversos enquadramentos da imagem
Através da audiodescrição no uso pedagógico é possível viabilizar o acesso aos conteúdos escolares, filmes e/ ou outras atividades as pessoas com deficiência visual, minimizando as barreiras inerentes ao acesso nos acervos bibliográficos, audiovisuais e etc. 

Tim e Ted - audiodescrição Mil Palavras

http://www.youtube.com/watch?v=v0mHHNsW6tA


Escolhi esse filme no intuito de trabalhar com os alunos da sala de aula regular, com um aluno com baixa visão incluído. No filme mostra o dia a dia de dois amigos, incentivando a ter uma boa convivência com o outro.
Créditos:
Um filme de Fernanda Ribeiro - http://www.feribeiro.com
Audiodescrição: Mil Palavras
Roteiro: Letícia Schwartz e Gabriel Bohrer Schmitt
Narração: Letícia Schwartz
Consultoria: Marilena Assis e André Campelo
http://www.milpalavras.net.br


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Jogo e atividade que favorece o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com Deficiência Intelectual


JOGO GÊNIUS (Adaptação)
Categoria: Memória e Atenção. Serve para trabalhar a Capacidade de Atenção, Concentração, Senso direcional e Memória Visual.
Objetivo: Trabalhar a percepção e memorização na utilização do raciocínio lógico. 
Aplicação: Deve ser dado cartelas diferenciando as posições das cores da bolas, para ser memorizado. Depois o jogador repetirá a sequência de cores sem que veja a cartela.



CAIXA PARA SELEÇÃO DE CORES
Categoria: Percepção, Atenção e Classificação. Serve para trabalhar a Capacidade de Atenção, percepção e classificação das cores. 
Objetivo: Estimular o reconhecimento de noções das cores.
Aplicação: O aluno separará as tampinhas em cada local indicado, observando as cores corretamente. Será incentivado que o aluno fale o nome das cores, e relacione com o seu cotidiano.




RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO- Utilizando dominó

Categoria: Raciocínio Lógico. Serve para trabalhar a Capacidade de contagem e soma utilizando objeto concreto.
Objetivo: Trabalhar a operação matemática com a utilização do lúdico.
Aplicação: Fazer a soma das cartelas utilizando-se das peças de dominó para contagem. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O que é a comunicação alternativa?
A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.
Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário.
Cartões de Comunicação
Maneira simples de mostrar símbolos em um espaço compacto. Os cartões são geralmente organizados em fichários, presos em argolas ou em porta-cartão, de modo que seja possível manuseá-lo facilmente. Os símbolos são disponibilizados em formato de cartões e são bastante úteis na sala de aula (na construção da rotina com a turma).

A utilização dos cartões de comunicação alternativa com o objetivo de aumentar a participação do alunos com deficiência física nas atividades pedagógicas proposta para a turma e nos trabalhos em grupo. Será fundamental que os cartões de comunicação tenham um vocabulário que corresponda às atividades e conteúdos e também expressões comumente utilizadas em sala pelos colegas.




domingo, 23 de junho de 2013

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DE CASO E DO PLANO DE AEE

O professor do AEE é o articulador, facilitador das ações na escola regular, de maneira a facilitar a permanência do aluno com deficiência através de suas ações. Cito algumas atribuições do professor do AEE:
  • ·         Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos; 
  • ·         Reconhecer as necessidades e habilidades do aluno;
  • ·         Produzir materiais tais como textos transcritos, materiais didático pedagógico adequado;
  • ·         Elaborar e executar o plano de AEE, organizando o tipo e tempo dos atendimentos.

O Estudo de Caso é de suma importância para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, visto que é através do Estudo de Caso, que o professor do AEE consegue ter acesso a vários dados importantes através de todas as etapas do estudo de caso: apresentação do problema, esclarecimento do problema, identificação da natureza do problema e resolução do problema, facilitando na elaboração do Plano Individual do Atendimento.

O Plano do AEE contribui para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos atendidos na Sala de Recurso Multifuncional, pois respeita as características e individualidades de cada aluno. O Plano de AEE é de extrema importância no Atendimento Educacional Especializado, pois através dele é possível traçar objetivos, metodologias e metas a serem alcançadas com o aluno público alvo do AEE. No plano do AEE é necessário ainda incluir dados a respeito de: organização do tempo de atendimento, atividades a serem desenvolvidos, tipos de materiais e jogos a serem confeccionados e/ou comprados, profissionais envolvidos e tipos de parcerias.

Irlanda Nascimento

segunda-feira, 10 de junho de 2013

vídeo



diversos



Saiba como agir em caso de convulsão. Lembrando que, deve-se sempre acionar o socorro antes de qualquer atitude.

12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência

O melhor presente que eu poderia ganhar nesse dia das mães vem de outras mães e pais. Ensinem seus filhos a ver a deficiência da minha filha como algo natural. Isso pode ser um presente pra você e para o seu filho também.
Infelizmente, como a autora do artigo abaixo, cresci numa sociedade em que as pessoas com deficiência ainda ficavam presas em casa ou em instituições. As poucas crianças com que tive contato eram  como ETs e meus pais nunca falaram sobre esse assunto comigo.
Hoje sou mãe da Amanda, de 8 anos, que tem síndrome de Down.
Felizmente o mundo está mudando e se tornando um lugar para todos. Aproveite essa oportunidade e fale mais com o seu filho sobre o coleguinha com deficiência da escola dele, aproxime-se e estimule a amizade deles. Você vai ver que todo mundo sai ganhando com isso.
Patricia Almeida
Inclusive – Inclusão e Cidadania
12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência
Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com deficiência além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência intelectual. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com deficiência.
E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com deficiência.
Já que ninguém recebe um “manual de instrução sobre paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo perfeitamente; se eu não tivesse um filho com deficiência, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e ocorrências genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais e mães ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!
1) Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um trabalhão — mas minha vida não é nenhuma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”
— Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral
2) Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem pena de si mesma. Ela é uma ótima garota que adora tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
— Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral
3) Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.”
— Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down
4) Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças com autismo ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”
— Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista
5) Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada só de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”
— Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)
6) Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com deficiência, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”
— Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.
7) Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto característico”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não têm nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”
 Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista
8) Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando algo que seus filhos já conhecem, que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”
— Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down
9) Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”
— Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomia 9
10) Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, sabe? Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças com deficiência entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”
— Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.
11) Inicie uma conversa
“Nós estávamos no Museu das Crianças e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”
— Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral
12) Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos de início de conversas ideais, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você quiser, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”
 Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada
Traduzido por Andréa Werner, do blog “Lagarta Vira Pupa“, com revisão de Patricia Almeida
Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max

TDAH

Autismo


Síndromes

Surdez

A utilização do símbolo no veículo, é facultativo e voluntário, e tem como objetivo alertar aos demais condutores a presença de pessoa com deficiência auditiva ao volante. Devendo, o símbolo, ser fixado no vidro traseiro do veículo, para informar que qualquer solicitação deve ser feita por meio dos faróis altos.
O adesivo também pode ser colocado no vidro dianteiro, para facilitar a identificação por agentes de trânsito e demais autoridades de trânsito no momento da abordagem.






Deficiência Intelectual

Deficiência Visual

Sites e blogs

Sites e blogs

Sugestão de tecnologia Assistiva para confeccionar

http://www.atividadeeduca.com/ Atividades educativas          

EAD

A Educação à distância ou virtual ocorre através da mediação das tecnologias (internet, videoconferência, teleconferência, etc.) de maneira a facilitar o contato entre professor/aluno favorecendo o processo de aprendizagem. Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual, o conceito de presencialidade também se altera, pois há um intercâmbio entre todos os envolvidos no processo de construção do conhecimento. A educação on-line ocorre em diversas situações, como por exemplo, quando o quantitativo de pessoas a realizar o curso é um número bastante expressivo, ou em algumas universidades integram nas aulas presenciais atividades virtuais, flexibilizando tempo e espaço. Através da Educação online é possível compartilhar vivências e experiências, esclarecer dúvidas, fazer pesquisas, etc. 
“Com a educação on-line, com o avanço da velocidade de conexão pela Internet, pela TV digital e pelo celular de terceira geração, teremos tanto a massificação semelhante à de boa parte dos cursos superiores presenciais como novas formas interessantes de aprender continuamente, presencial e virtualmente; teremos materiais prontos focados no professor e outros em contínua construção, com intensa participação dos alunos. É ainda prematuro definir padrões pedagógicos na educação a distância, porque estamos em fase de experimentação de vários modelos, formatos, que também afetam ao ensino presencial.” JOSÉ MANUEL MORAN 
Um curso de educação a distância tem como objetivo principal ser bem elaborado (organizado) e flexível. Através da organização é possível gerenciar tempo, conteúdo a ser estudado e possíveis divergências. Já com a flexibilização é possível adaptar-se as diferenças individuais, integrar e respeitar as diferenças e os contextos culturais. 

Enfim, para que haja sucesso em um curso online é necessário principalmente que se tenha um bom educador, aberto ao diálogo; um aluno interessado e motivado, de maneira que tornem parceiros no intercâmbio e interação mútua entre professor/aluno.